Em tempos de pressa e distração, em que tantas vozes disputam nossa atenção, é fácil para um homem esquecer qual é sua maior missão.
Conta-se a história de um famoso rei, admirado em todo o reino por sua beleza, elegância e incomparável bondade.
Dizem que, após uma guerra, um príncipe do reino rival foi capturado enquanto tentava fugir com sua família. Conduzidos diante do trono real, todos estavam exaustos, feridos, mas ainda de pé.
Durante a audiência, o rei perguntou:
— O que me oferecerá em troca da sua vida?
Sem hesitar, o príncipe respondeu:
— Darei metade do meu reino, meu senhor.
O rei assentiu com um leve sorriso.
— Está bem, aceito. Mas… e pelos seus filhos? O que me dará?
O príncipe pensou por alguns instantes e então declarou:
— Darei a outra metade do meu reino.
— Aceito também — disse o rei. — E pela sua esposa? O que me dará por ela?
O príncipe então abaixou a cabeça. Nada mais lhe restava. Olhou para sua esposa, depois para o rei, e respondeu:
— Por ela… dou a minha própria vida.
O salão ficou em silêncio. O rei se levantou, caminhou lentamente até o príncipe e disse:
— Um homem que entrega tudo por sua esposa é digno de honra. Sua prontidão em sacrificar-se por ela tocou meu coração. Por isso, concedo liberdade a você e toda a sua família. Estão livres. Podem partir.
Já longe dos muros da cidade, enquanto a alegria tomava o lugar do medo, o príncipe, com o coração aliviado, disse à esposa:
— De fato, o rei é tudo aquilo que dizem, não é mesmo?... Que homem nobre! Quanta bondade em seu olhar!
Mas a princesa, que caminhava silenciosa ao seu lado, demorou a responder. Ele então insistiu:
— Amor, você não achou o rei tão maravilhoso quanto todos dizem?
Ela parou por um instante, segurou a mão dele e disse com doçura:
— Eu não vi o rei, meu amor... Naquele salão, meus olhos estavam fixos apenas no homem que entregaria a própria vida para salvar a minha.
Que lição, hein? Em tempos de pressa e distração, em que tantas vozes disputam nossa atenção, é fácil para um homem esquecer que sua maior missão, depois de amar a Deus, é amar e cuidar da mulher que Ele lhe confiou.
O apóstolo Paulo escreveu em Efésios 5:25: “Maridos, amem suas esposas, assim como Cristo amou a igreja e entregou-se por ela.”
Homem algum é chamado a ser perfeito, mas todos somos chamados a ser presentes, a sermos abrigo. Quando um homem ama sua esposa com esse tipo de amor — protetor, dedicado, paciente — ele não apenas constrói uma família sólida, mas planta um testemunho vivo do amor de Cristo no coração do lar.
E que, ao fim da jornada, quando nossos olhos se voltarem para os testemunhos que deixamos, possamos ouvir de nossas esposas algo semelhante ao que disse a princesa: "... meus olhos estavam fixos apenas no homem que entregaria a própria vida para salvar a minha."
Pense nisso!
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